Luz, Câmera, UnB 50 Anos em Filmes / Lights, Camera, UNB 50 Years in Movies / Luz, câmera, UnB 50 Anos in Filmes

Ótima oportunidade para conhecermos a produção cinematográfica do DF.

Enviado por Liz Sandoval

Luz, Câmera, UnB 50 Anos em Filmes

A história da produção cinematográfica no Distrito Federal e suas perspectivas de futuro são o tema da mostra Luz, Câmera, UnB 50 Anos em Filmes, que será realizada entre os dias 16 e 19 de abril. O evento será no auditório Dois Candangos, à noite, e no auditório da Faculdade de Comunicação, pelas manhãs.

A mostra tem entrada franca e integra o encerramento das comemorações do cinquentenário da Universidade de Brasília. Os filmes, ficção e documentário, foram produzidos ao longo dessas cinco décadas por cineastas que tem suas historias de vidas atreladas à UnB ou tratam da cidade de Brasília com a qual a universidade tem relação umbilical. O público terá a oportunidade de assistir desde obras raras como o curtaFala Brasília (1966), de Nelson Pereira dos Santos, e Itinerário de Niemeyer (1974), dirigido por Vladimir Carvalho a O Entorno da Beleza (2010), de Dácia Ibiapina, e A Cidade é Uma Só (2011), de Adirley Queirós.

PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO

A questão arquitetônica da capital federal, retratada em diversos filmes e sob diversos ângulos, é o tema da manhã do dia 17. A mesa “Brasília: Patrimônio Arquitetônico Moderno” reunirá autoridades do Governo do Distrito Federal e arquitetos de renome para debater o tema.  Dentre os filmes que serão exibidos nesta manhã, no auditório da Faculdade de Comunicação, está Brasília Segundo Feldman (1979), um curta de 20 minutos dirigido por Vladimir Carvalho a partir da recuperação de material documental filmado pelo designer americano Eugene Feldman, em visita à Brasília na época de sua construção.

O cineasta e professor emérito da UnB, Vladimir Carvalho, é o nome de destaque dessa mostra, que tem programado para a noite do mesmo dia 17 a exibição e o lançamento em DVD do documentário  Barra 68(2001). Repleto de imagens raras e de inestimado valor histórico, o longa fala da luta de Darcy Ribeiro no início dos anos 60 para criar e implementar a Universidade Brasília, e as repetidas agressões sofridas pela UnB durante os anos de governo militar.

PRODUÇÕES RECENTES E POLÍTICAS CULTURAIS

A mostra Luz, Câmera, UnB 50 Anos em Filmes também traz uma série de filmes de safras recentes como Hollywood no Cerrado (2011), de Armando Bulcão e Tania Montoro; A Casa dos Mortos (2009), de Debora Diniz e Ratão (2010), de Santiago Dellape. Esses e outros filmes serão exibidos nos dias 18 e 19 e serão acompanhados de uma mesa que discutirá a política de cultura e de cinema, no DF e no Brasil. Participarão do debate cineastas, pesquisadores e autoridades da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e da Secretaria Nacional de Audiovisual.

SERVIÇO:

Mostra Luz, Câmera, UnB 50 Anos em Filmes.

Data: de 16 a 19 de abril

Local: Auditório Dois Candangos (18h30) e auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (08h30)

Entrada: franca.

Classificação Indicativa: 12 anos

PROGRAMAÇÃO:

16 DE ABRIL – 18:30 hrs

Os Primeiros Anos de Produção Cinematográfica em Brasília.

LOCAL: Auditório Dois Candangos

Filmes:

Palácio de Tábuas (Guilherme França e Cristiane Portela, 12’, 2012)

A construção do Palácio Presidencial Provisório (Catetinho), primeira edificação da nova capital, é retratada a partir de registros documentais referentes à construção de Brasília e das memórias de quatro trabalhadores de Araxá, MG.

Brasiliários (Sergio Bazi e Zuleica Porto, 11’, 1986)

Viagem da escritora Clarice Lispector à Brasília, tendo por pano de fundo a singular forma arquitetônica da cidade. Em consonância com níveis documental e fictício empregados por Clarice Lispector nas crônicas Brasília: esplendor e Nos primeiros tempos de Brasília, o filme valeu-se dos contrastes arquitetônicos da capital.

Brasília, Ano 10 (Geraldo Sobral Rocha, 10’, 1970)

Uma reflexão sobre a cidade a partir de algumas ações comemorativas do seu 10 aniversário

Brasília, Ano 35 (Waldir de Pina, 1995)

O Filme foi realizado pela Cia do Filme em 1995, primeiro ano do Governo de Cristovam Buarque,  seu roteiro de gravação foi construído a partir da Sinfonia da Alvorada, narrado por Vinicius de Morais e Tom Jobim,  com direção de Fotografia de Waldir de Pina, direção geral de João de Castro, o filme narra a saga daqueles que cedo chegaram para realizar o seu sonho e o de Dom Bosco também, vindo dos mais distantes lugares do nosso País, construir a nossa capital, Brasília, capital de todos os brasileiros.

Fala Brasília (Nelson Pereira dos Santos, 12’,1966)

Durante o período em que ministrava aulas na UnB, o diretor realizou este curta documentário. Analisando o contexto do inicio de Brasília, capital do desenvolvimento e do progresso, o filme busca nas vozes das pessoas qie para cá vieram, depoimentos sobre as impressões pessoais da cidade.

Palestras:

Exibição cinematográfica em Brasília de 1960 a 1965, Daniela Marinho

A UnB e o Curso de Cinema, Sérgio Moriconi

Lançamento do livro:  Cinema: apontamentos para uma história, Sérgio Moriconi

Debatedores:

 

  • Daniela Marinho, Cineasta
  • Sergio Moriconi, cineasta
  • Gustavo Chauvet, Superintendente do Arquivo Publico do DF.

17 DE ABRIL – 8:30 hrs

Brasília: Patrimônio Arquitetônico Moderno

Local: Auditório da FAC

Filmes:

Brasília, do Projeto do Concreto (parte I) (Marcos de Souza Mendes, 30’, 1991)

Brasília: Origem, Planejamento Urbano e sua Arquitetura Conhecida no Mundo Inteiro.

Itinerário de Niemeyer (Vladimir Carvalho, 19’, 1974)

A trajetória profissional de Oscar Niemeyer montada a partir de uma entrevista a estudantes norte-americanos em Brasilia, 1969. O filme recorre a material de arquivo de diversas etapas da carreira do arquiteto, que raramente se deixa filmar ou entrevistar. Produção do IAB

Brasília, Planejamento Urbano (Fernando Coni Campos, 15’, 1964)

Sob a orientação de Lucio Costa, criador do Plano Piloto de Brasilia, o documentário mostra a planificação da cidade em função de sua topografia e as razões que lhe permiter ter um trafego regular e continuo. Apresenta também detalhes das construções destinadas ao governo, as residências e ao comercio. O diretor participou como desenhista da equipe de planejamento da Novacap. Roteiro de Maria Elisa Costa.

Brasília segundo Feldman (Vladimir Carvalho, 20’,1979)

Material documental filmado pelo designer americano Eugene Feldman, em visita à Brasília na época de sua construção. Decadas mais tarde, o material foi entregue a Vladimir Carvalho, que o resgatou nesse filme, utilizando-o numa denuncia dos maus-tratos sofridos pelos operários, da repressão e das mortes ocorridas nos imensos canteiros de obras e acampamentos.

debatedores:

 

  • Representante do IPHAN                         
  • Prof. José Carlos Coutinho, professor emérito UnB
  • Prof. Aldo Paviani , professor emérito  UnB
  • Francisco Leitão, AGEFIZ
  • Prof. Claudio Queiroz, professor FAU UnB
  • Representante da Secretaria de Estado de Habitação Regularização e Desenvolvimento Urbano SEDHAB

MEDIADOR: Luciana Saboia, LabeUrbe PPG FAU-UnB

17 DE ABRIL – 18:30 hrs

Lançamento do filme Barra 68, sem Perder a Ternura, em DVD

LOCAL: Auditório Dois Candangos

Barra 68, sem Perder a Ternura (Vladimir Carvalho, 80’, 2001)

A luta de Darcy Ribeiro no início dos anos 60 para criar e implementar a Universidade Brasília. E as repetidas agressões sofridas pela UNB, desde o golpe militar de 64 até os acontecimentos de 1968, quando foram detidos numa quadra de esportes no campus, cerca de 500 estudantes. A crise culmina com o Ato lnstitucional nº 5, o AI-5, que fechou o Congresso Nacional. Desde os seus primórdios, Brasília foi fortemente marcada pelos acontecimentos políticos, como a renúncia de Jânio Quadros e o golpe militar de 64. Essa trajetória é resgatada através da urdidura de depoimentos, casos e histórias mesclados às raras imagens e sons que ficaram e perfazem, de uma época, uma memória imperfeita, mas sempre verdadeira.

Ficha técnica:

Pesquisa, roteiro e direção: Vladimir Carvalho

Fotografia e câmera: André Luis da Cunha

Produção: Folkino Produções Audiovisuais

Música: Marcus Vinicius e Luiz Marçal

Edição: Manfredo Caldas e Vladimir Carvalho

debatedores:

 

  • Vladimir Carvalho, diretor
  • Fernando Duarte, diretor de fotografia
  • Maria Coeli de Almeida Vasconcelos, Cineasta, ex-aluna
  • Raquel Maranhão Sá, autora do livro Cineastas de Brasília
  • Fernando Oliveira Paulino, Coordenador Executivo da Comissão UnB 50 Anos.

MEDIADOR: Paulo José Cunha, FAC UnB

18 DE ABRIL – 18:30 hrs

Fazer e Ensinar Cinema

Local: Auditório Dois Candangos

Filmes:

Hollywood no cerrado (Armando Bulcão e Tania Montoro, 85’, 2011)

Um almanaque de aventuras e histórias de vida de sertanejos, imigrantes europeus, sírio-libaneses, norte-americanos, astros e estrelas do cinema que desbravaram o velho centro-oeste do brasil, em busca da terra prometida.

Entorno da Beleza (Dacia Ibiapina, 71’, 2010)

Gravado em 2010, ano do cinqüentenário de Brasília, o documentário dirigido pela cineasta e professora Dácia Ibiapina apresenta os bastidores dos concursos de miss realizados no Distrito Federal, com um olhar diferenciado que retrata as belezas e contrastes vividos em um mercado altamente competitivo e cercado de curiosidades.

debatedores:

 

  • Prof. Dacia Ibiapina, FAC UnB
  • Prof. Tania Montoro, FAC UnB
  • Fernando Duarte, fotografo e ex-professor

19 DE ABRIL – 8:30 hrs

A Política de Cultura e de Cinema no DF e no Brasil

Filme:

A Cidade é uma só? (Adirley Queirós, 73’, 2011)

Reflexão sobre os 50 anos de Brasília, tendo como foco a discussão sobre o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do Entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano. O ponto de partida dessa reflexão é a chamada Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), que, em 1971, removeu os barracos que ocupavam os arredores da então jovem Brasília. Tendo a CEILÂNDIA como referência histórica, os personagens do filme vivem e presenciam as mudanças da cidade.

debatedores:

 

  • Leopoldo Nunes, Secretario Nacional do Audio Visual – SNAV
  • Hamilton Pereira, Secretario de Cultura do DF
  • Adirley Queirós – Cineasta, ex-alno
  • André Carvalheira, presidente ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo.

MEDIADOR: David Renault – Diretor da Faculdade de Comunicação da UnB

19 DE ABRIL – 18:30 hrs

Produções Recentes, curtas-metragens de ex-alunos, alunos e professores de diversas faculdades.

LOCAL: Auditório Dois Candangos

Filmes:

A Saga das Candangas Invisíveis (Denise Caputo, 15’, 2008)

A trajetória de um segmento de mulheres à margem da história oficial: as prostitutas que chegaram a Brasília ainda na época da construção da cidade, no final dos anos 50.

Entre Vãos (Luisa Caetano, 20’, 2010)

Entre Vãos é um documentário etnolírico que se passa no Vão de Almas, habitado pela comunidade remanescente quilombola Kalunga, em Cavalcante (GO). Lizeni é uma menina kalunga de dez anos e é ela quem conduz nosso olhar por entre as brincadeiras de infância, o mundo adulto dos pais e a relação da família com a cidade.

Pierre, o filme (Oficina de Vídeo da Faculdade de Educação da UnB, 13’, 2008)

Pierre trata sobre a adaptação de um professor após um acidente de carro. Os medos em sala de aula são expressos pela alegoria de si mesmo, ora como Pierre, ora como o Pierrô e com o Arlequim, seu algoz, que aparece em seus momentos de desespero, angústia e reflexão. O Pierrô, manifestação do sonho de Pierre, é sua última lembrança imagética, antes do trágico acidente que muda sua história de vida.

A Casa dos Mortos (Debora Diniz, 23´, 2009)

Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele desafia o sentido dos hospitais-presídios, instituições híbridas que sentenciam a loucura à prisão perpétua. O poema A Casa dos Mortos foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios judiciários. São três histórias em três atos de morte. Jaime, Antônio e Almerindo são homens anônimos, considerados perigosos para a vida social, cujo castigo será a tragédia do suicídio, o ciclo interminável de internações, ou a sobrevivência em prisão perpétua nas casas dos mortos.

Auroras (José Walter Nunes, 26’, 2013)

A história das lutas políticas e sociais em Brasília, no contexto da última ditadura até os dias atuais, a partir de diferentes experiências de personagens  que sonham e buscam construir instituições que expressem a poética da democracia como um valor permanente, no seu constante e transformador diálogo entre o ontem e o hoje.

Ratão (Santiago Dellape, 22´, 2010)

Goma é um garoto que ajuda Tio a vender CD’s piratas na Feira do Paraguai, em Brasília. Enquanto Tio busca iluminação espiritual, Goma se envolve com a máfia japonesa que controla a Feira.

Somos todos Inocentes (Pedro Beiler, 13′, 2012)

Após acordar e descobrir que sua namorada sumiu, Mateus segue em busca de respostas.

debatedores:

 

  • Érika Bauer, professora FAC UnB
  • Laura Maria Coutinho, professora FE UnB
  • Luisa Caetano, cineasta, ex-aluna
  • Débora Diniz, cinesta, professora.

 

AGRADECIMENTOS: Centro Técnico Audiovisual – CTAv, Fundação Cinememória, Casa da Cultura da América Latina-CAL UnB, CPCE-UnB, FAU-UnB, FAC-UnB, Carlos Alberto Mattos, Daniela Marinho

EQUIPE ORGANIZADORA: Fernando Paulino, Luiz Fernando Molina, Daniele Perdomo, Liz Sandoval, Ricardo Trevisan, Marcos Mendes, Thiago Vilela.

DESIGN GRÁFICO: Thiago Vilela

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s