Com superinflação, ingresso no Brasil é o mais caro do mundo / With hyperinflation, ticket in Brazil is the world’s most expensive / Con la hiperinflación, el billete en Brasil es el más caro del mundo

Notícia enviada por Patricia Baliski – Núcleo Curitiba – Observatório das Metrópoles

Gatos pingados: torcedor se aventura a pagar caro para assistir a um jogo de futebol no Brasil

Gatos pingados: torcedor se aventura a pagar caro para assistir a um jogo de futebol no Brasil

Cost of tickets to football in Brazil increased 300% in the last ten years. Average price of the ticket is R $ 38.

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El costo de las entradas para el fútbol en Brasil aumentó 300% en los últimos diez años. Precio medio de la entrada es de R $ 38.

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Custo das entradas para o futebol no país aumentou 300% nos últimos dez anos. Preço médio do tíquete é de R$ 38.

Com o Brasileiro se aproximando, os torcedores dos principais times do país devem preparar o bolso se quiserem acompanhar in loco a competição. Ir ao estádio é um hábito que a cada ano fica mais caro. Segundo dados da Pluri Consultoria, nas últimas dez temporadas o valor médio da entrada individual, cobrado pelos 20 times da Série A, aumentou 300%.

Em março de 2003, o preço médio do tíquete era R$ 9,50. Neste ano, saltou para R$ 38 por pessoa, tornando o ingresso brasileiro o mais caro do mundo.

Para efeito de comparação, esse acréscimo foi maior diante do registrado no salário mínimo nacional, que cresceu 183% – de R$ 240 saltou para R$ 678 – e também à inflação do país, que acumulou 73% na última década. A cesta básica (84%) e o litro da gasolina (30%) são outros itens que também não conseguiram acompanhar o preço do futebol.

Segundo o economista Fernando Ferreira, da Pluri, nos últimos anos os clubes passaram a repassar os altos gastos com as competições diretamente para o torcedor, o que provocou esse aumento de forma contínua no preço dos bilhetes. “Eles aumentam os custos de operação como um todo e tentam impor um preço ao ingresso que, no caso de um volume grande de vendas, conseguiria equacionar as contas. Porém eles não pensam se os clientes, no caso as torcidas, estão dispostas a pagar esses valores.”

O especialista em gestão esportiva ressalta que o interesse em ampliar o número de sócios-torcedores é o principal argumento dos clubes. No entanto, ele garante que tal justificativa não é condizente com a realidade do futebol brasileiro. “Essa metodologia funciona quando se tem a plena ocupação do estádio em todos os jogos. Vários clubes do futebol europeu já provaram que isso dá certo quando se enchem as arenas, pois os torcedores sentem a necessidade de se tornar sócios para garantir um lugar fixo nos jogos.”

E para os próximos anos, em função da Copa das Confederações deste ano e da Copa do Mundo em 2014, a tendência é de que os ingressos fiquem ainda maiores. Acompanhada disso, virá uma queda na média de público nas praças esportivas.

“Os administradores dos estádios irão se aproveitar desse momento, dessa visibilidade dada pelos torneios internacionais, para deixar ainda mais caros os tíquetes. Mas esses eventos terão uma contrapartida. Eles farão com que sobre menos dinheiro disponível para as competições como o Brasileirão. Alguns times podem colocar torcedores nas arquibancadas, mas com certeza as médias de público serão menores em comparação com os últimos anos”, alerta Ferreira.

Custo curitiba

De acordo com a Pluri, ao comparar os preços dos ingressos em 16 países com suas respectivas rendas per capita, o brasileiro é o que pode comprar menos entradas com o que ganha. Em 2012, a renda média nacional foi de aproximadamente R$ 24,5 mil por ano. A R$ 38 cada ingresso, o torcedor pode comprar 645 ingressos na temporada. Na Espanha, segunda colocada no ranking, é possível adquirir 804 ingressos com a renda local, poder de compra 25% maior. Segundo Jackson Bittencourt, economista e professor da PUCPR, em Curitiba essa capacidade é ainda menor. “Temos uma renda per capita de aproximadamente R$ 30 mil por ano. Com os clubes cobrando, em média, R$ 50 por entrada, o curitibano pode adquirir 600 ingressos por ano.”

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