Dossiê: Sustentabilidade nas Metrópoles / Dossier: Sustainability in Metropoles / Dossier: Sostenibilidad en Metrópolis

The INCT Observatório das Metrópoles launches new issue of Cadernos Metropóle Magazine. The number 29 brings the special dossier on the theme “Sustainability and Environmental Justice in Metropoles,” containing articles that seek to advance the understanding of the implications of current modes of production, reproduction and consumption in cities and metropolitan areas, both in Brazil and in other countries related to planning and public policy as potential organizers in building alternatives committed to environmental justice and the elimination of various forms of inequality.

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El INCT Observatório das Metrópoles lanza nueva edición de la revista Cadernos Metropóle. El número 29 trae el dossier especial sobre el tema “La sostenibilidad y la justicia ambiental en Metrópolis”, que contiene artículos que tratan de avanzar en la comprensión de las implicaciones de los actuales modos de producción, reproducción y consumo en las ciudades y zonas metropolitanas, tanto en Brasil como en otros países en relación con la planificación y las políticas públicas como organizadores potenciales en la construcción de alternativas comprometidas con la justicia ambiental y la eliminación de las diversas formas de desigualdad.

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Publicado pelo Observatório das Metrópoles

Crédito: Site Criaticidades/Reprodução

Crédito: Site Criaticidades/Reprodução

Dossiê: Sustentabilidade e Justiça Socioambiental nas Metrópoles

O INCT Observatório das Metrópoles lança a nova edição da Revista Cadernos Metrópole. O número 29 traz o dossiê especial com o tema “Sustentabilidade e Justiça Socioambiental nas Metrópoles”, reunindo artigos que buscam avançar na compreensão das implicações dos atuais modos de produção, reprodução e consumo nas cidades e nas áreas metropolitanas, tanto no Brasil como em outros países, vinculados ao planejamento e as políticas públicas como potenciais articuladores na construção de alternativas comprometidas com a justiça socioambiental e a eliminação das diversas formas de desigualdade.

A revista Cadernos Metrópole tem como enfoque o debate da questão urbana e dos processos de urbanização nas diferentes formas que assume na realidade contemporânea. Trata-se de periódico interdisciplinar dirigido à comunidade acadêmica em geral e, especialmente, às áreas de Ciências Sociais, Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano e Regional, Geografia e Demografia. É um importante veículo de intercâmbio universitário e de discussão de temas contemporâneos, com ênfase em temas como pobreza e desigualdades socioespaciais, estudos urbanos, processos sociodemográficos, políticas públicas e gestão metropolitana. A revista publica textos de pesquisadores e estudiosos que discutem os efeitos das transformações socioespaciais no condicionamento do sistema político-institucional das cidades e os desafios colocados à adoção de modelos de gestão voltados à governança urbana e metropolitana.

Segundo a professora Heloísa Soares de Moura Costa, organizadora da edição nº 29 da Revista Cadernos Metrópole, a nova publicação traz o dossiê “Sustentabilidade e Justiça Socioambiental nas Metrópoles” com o objetivo de repercutir criticamente o ambiente de debates ocorridos a partir da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e do conjunto de eventos paralelos organizados pela sociedade civil em reação e de forma complementar ao evento oficial, ocorridos em junho de 2012.

“Nas duas últimas décadas, o debate ambiental na sua relação com as questões urbanas e territoriais avançou em diferentes perspectivas, ampliando-se para incorporar a urbanização, a economia, o planejamento, as políticas públicas, as práticas cotidianas, entre outras dimensões. Em grande medida, o discurso ambiental permeou a sociedade e, ainda que muito lentamente, consolida a noção de limites e reforça a necessidade de mudança nas formas de uso e convivência com os bens comuns e de fortalecimento do controle social sobre as formas de apropriação da natureza. Diferentes perspectivas ambientais vêm sendo internalizadas na prática dos agentes sociais, tendo como resultado a redefinição tanto de conteúdos e orientações no sentido de uma modernização ecológica das decisões e ações que orientam os processos de produção, consumo e regulação, quanto das relações de poder e lutas sociais que se constituem e organizam em torno de questões socioambientais”, explica Heloísa Soares da Moura Costa.

Do ponto de vista territorial, considera-se que diferentes configurações socioespaciais da urbanização têm implicações ambientais distintas e ainda pouco conhecidas em sua diversidade. Tais configurações espaciais podem ser identificadas por diferentes formatos de parcelamento do solo, níveis de adensamento demográfico, diferentes padrões e processos construtivos, desiguais níveis de renda e de acesso à habitação, à terra e a equipamentos e serviços, desiguais níveis de educação e acesso a trabalho e renda, entre outros parâmetros. Resultam de processos também diferenciados de atuação dos agentes sociais na produção do espaço.

Ainda que no momento atual, em particular no caso brasileiro, as condições de inserção na divisão internacional do trabalho tenham se alterado e as condições de renda e acesso aos meios de reprodução básica tenham tido seus patamares mínimos elevados, as condições de desigualdade persistem e, em alguns aspectos, se aprofundam. O aparente paradoxo do crescimento com persistência da desigualdade, encontra na cidade, na luta pelo espaço e na dinâmica imobiliária, uma de suas mais flagrantes evidências socioespaciais. Tal crescimento vem se dando à custa de formas renovadas de apropriação utilitarista da natureza, modernizadas como economia verde, e legitimadas por discursos que invocam princípios de sustentabilidade ou de resiliência. A esses, cabe sempre acrescentar o eterno corolário dos passivos socioambientais, de educação, moradia, saúde, lazer, cultura, saneamento, entre outros tantos. “A constante busca por articulação entre questões, ideários e proposições oriundas dos campos urbano e ambiental continua como uma questão norteadora de várias pesquisas que podem ser identificadas em várias das contribuições deste número do Cadernos Metrópole”, argumenta Heloísa.

Acesse a edição completa nº 29 da Revista Cadernos Metrópole.

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