Transparência Municipal das cidades-sede da Copa 2014 / Municipal Transparency of the host cities of the 2014 World Cup / Transparencia Municipal de las ciudades anfitrionas de la Copa del Mundo 2014

The Ethos Institute announced on Tuesday (3/12), in São Paulo, the result of the second application of indicators Municipal Transparency of the host cities of the 2014 World Cup. Brasilia, Belo Horizonte and Porto Alegre were the top gainers, surpassing the 70 points in the index that goes from zero to 100. Natal was the negative attention, since it reduced the score from the first edition.

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El Instituto Ethos anunció el martes (3/12), en São Paulo, el resultado de la segunda aplicación de indicadores de Transparencia Municipal de las ciudades anfitrionas de la Copa del Mundo de 2014. Brasilia, Belo Horizonte y Porto Alegre fueron los principales ganadores, superando los 70 puntos en el índice que va de 0 a 100. Natal fue la atención negativa, ya que reduce la puntuación de la primera edición.

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O Instituto Ethos divulgou nesta terça-feira (3/12), em São Paulo, o resultado da segunda aplicação dos Indicadores de Transparência Municipal das cidades-sede da Copa 2014. Brasília, Porto Alegre e Belo Horizonte foram os destaques positivos, superando os 70 pontos no índice que vai de zero a 100. Natal foi o destaque negativo, pois diminuiu a pontuação em relação à primeira edição.

O levantamento mostrou uma evolução em relação a novembro de 2012, quando foi publicada a primeira edição. Na ocasião, nenhuma das doze cidades-sede ultrapassou os 50 pontos. As mais bem colocadas foram Porto Alegre e Belo Horizonte, com respectivamente 49,92 e 49,86 pontos. Todas as outras cidades obtiveram menos de 19 pontos, na época.

Na edição de 2013, o Governo do Distrito Federal assumiu a ponta do ranking com 77,26 pontos, seguido de Porto Alegre e Belo Horizonte, novamente quase empatados, com 71,82 e 70,33. As três foram classificadas com um nível alto de transparência pelo Instituto. A cidade do Rio de Janeiro foi outra que ultrapassou a marca de 50% no índice, mas por muito pouco, fazendo 50,37 pontos.

Já Cuiabá bateu na trave, e nessa edição fez 49,08. A capital mato-grossense é um exemplo de como é possível melhorar em pouco temo. No levantamento de 2012 ela foi a mais mal avaliada, com apenas 10,38 pontos.   Curitiba, com 45,87, se junta a Cuiabá e Rio de Janeiro na trinca de cidades classificadas com nível de transparência médio.

Quatro cidades foram classificadas com transparência baixa: São Paulo, Recife, Manaus e Fortaleza. Fecham a lista das duas piores cidades, com nível muito baixo de transparência: Salvador e Natal. Na aplicação de 2013, a capital potiguar fez apenas 12,21 pontos, três a menos do que em 2012, quando fez 15,75.

Cidade Resultado 2013 Resultado 2012
Pontuação Nível de Transparência Pontuação Nível de transparência
Brasília 77,26 Alta 14,63 Muito Baixa
Porto Alegre 71,82 Alta 49,92 Média
Belo Horizonte 70,33 Alta 49,86 Média
Rio de Janeiro 50,37 Média 15,36 Muito Baixa
Cuiabá 49,08 Média 10,38 Muito Baixa
Curitiba 45,87 Média 15,57 Muito Baixa
São Paulo 38,15 Baixa 18,81 Muito Baixa
Recife 35,55 Baixa 14,32 Muito Baixa
Manaus 25,18 Baixa 13,23 Muito Baixa
Fortaleza 23,24 Baixa 14,29 Muito Baixa
Salvador 19,48 Muito Baixa 14,82 Muito Baixa
Natal 12,21 Muito Baixa 15,75 Muito Baixa

O que são os indicadores?
Os Indicadores de Transparência, umas das ações do projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios, são uma ferramenta que permitem medir de maneira objetiva a transparência e os canais de participação da população em relação aos investimentos públicos para a realização do Mundial de 2014.

“As ferramentas que estão sendo construídas agora para a Copa, poderão ser usadas também no após o evento”, explicou Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos. Abrahão anunciou também que a avaliação dos indicadores de transparência continuará a ser feita depois de 2014, mas sem o foco exclusivo na Copa do Mundo, em uma iniciativa coordenada pela Articulação Brasileira de Combate a Corrupção e Impunidade (Abracci) e a Amarribo Brasil.

A nota do Índice é composta por 90 perguntas que avaliam o nível de transparência em duas dimensões: Informação e Participação. Na primeira parte, são avaliados tanto o conteúdo relevante disponibilizado ao cidadão como a qualidade dos canais de comunicação usados para difundir essas informações, tais como os portais de internet, telefones e as salas de transparência. No quesito Participação, são analisados a realização de audiências públicas e o funcionamento das ouvidorias.

As perguntas tratam de questões como: Matriz de Responsabilidade está disponível nos site? A Execução Orçamentária Geral é divulgada? O site permite download da base de dados? Existe espaço físico para o cidadão fazer pedidos de acesso informação sobre a Copa? O telefone para solicitar informação é gratuito?

Cidade de Referência
A transparência das cidades-sede ainda pode melhorar e atingir um nível muito alto de transparência. Para isso, os governantes só precisam trocar experiência entre si.

Isso é o que mostra a simulação da Cidade de Referência, que seria uma cidade que reunisse o melhor de cada uma das outras. Na aplicação de 2013, a nota dessa cidade fictícia seria 94,45 e seria classificada como de transparência muito alta.

Essa nota mudou em relação ao último ano. Em 2012, essa simulação mostrava uma cidade com 75,02, uma nota menor do que Brasília atingiu neste ano.

Na avaliação de Jorge Abrahão, esse crescimento das notas das cidades “traz esperança nesse processo de garantir mais transparência nas administrações publicas”.

Indicadores de Transparência Municipal – 2012 e 2013 | Create infographics

Conheça alguns destaques positivos e negativos encontrados no estudo dos indicadores.

Destaques Positivos:

  • Renúncias fiscais para a Copa – Duas cidades, Belo Horizonte e Porto Alegre, divulgam em seus portais a relação das renúncias fiscais feitas até agora para a Copa 2014. Essa informação é essencial para fechar o valor final do mundial
  • Serviço de Informação ao Cidadão – Nove cidades já tem esse serviço. Um ano atrás, só duas tinham
  • Analisando a classificação do nível de transparência, em 2012, 10 cidades estavam como muito baixo e duas, como médio. Agora, três cidades foram classificadas como alta, três cidades como médio, quatro como baixa e só duas como muito baixo.

Destaques negativos

  • Relação com população diretamente atingida – Nenhuma cidade apresenta agenda de reuniões com população diretamente atingida pelas obras da Copa ou Canal específico de comunicação. Essa situação repete o quadro encontrado nos Estados. Única exceção é Brasília. Por conta do estádio e das obras de mobilidade não implicam em desapropriações ou remoções, bem como não haver relatos sobre vendedores ambulantes que atuassem na região do Estádio antes da reforma. Na avaliação da capital federal nos Indicadores, esses quesitos foram considerados como “não aplicáveis”.
  • Justificativa para suplementações e remanejamentos orçamentários – Nenhuma cidade apresenta as justificativas das suplementações e dos remanejamentos orçamentários. Esse quadro também se repete para os Estados, sendo que o Ceará é o único que apresenta essas justificativas, mas apenas para uma parcela das obras da Copa.
  • Justificativas de dispensa ou inexigibilidade de licitação -Só Belo Horizonte divulga essa informação
  • “Páginas Amarelas” -Somente quatro cidades divulgam os nomes, cargos e contatos dos servidores públicos (Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo).

Link Original: Transparência Municipal das cidades-sede da Copa 2014

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