Difusão Científica – Um dos Grandes Papeis do Observatório das Metrópoles

A Rede INCT Observatório das Metrópoles lançou via boletim semanal, no dia 17 de fevereiro de 2016, a ação de difusão científica “70 livros para download”.

A iniciativa obteve grande êxito e alcançou números impressionantes no site do Observatório das Metrópoles.

Foram mais de 1 milhão de 240 mil downloads no período de Fevereiro a Abril de 2016 – incluindo os acessos aos Livros no site principal (observatoriodasmetropoles.net) e no site da Coleção “Metrópoles: transformações na ordem urbana”.

Sobre a coleção, os números também impressionam. Segundo o levantamento realizado pelo programador Arthur Molina no servidor do site, foram um pouco mais de 585 mil downloads para a coleção “Metrópoles: transformações na ordem urbana” (Fevereiro a Abril de 2016).

LIVROS OBSERVATÓRIO

PDFs
Fev/2016 – 501.030
Mar/2016 – 416.346
Abr/2016 – 323.994

TOTAL = 1.241.370 downloads

EPubs
Fev/2016 – 3.908
Mar/2016 – 4.584
Abr/2016 – 2.496

TOTAL = 10.988 downloads

COLEÇÃO “METRÓPOLES: TRANSFORMAÇÕES NA ORDEM URBANA”
Orderm Urbana PDFs
Fev/2016 – 224.223
Mar/2016 – 186.585
Abr/2016 – 174.273

TOTAL = 585.081 downloads

Orderm Urbana EPUBs
Fev/2016 – 753
Mar/2016 – 1.201
Abr/2016 – 644

TOTAL = 2.598 downloads

Esta é  a quantidade de downloads por mês de todos os PDFs e Epubs

O Observatório das Metrópoles também vem divulgando sua produção nas Redes Sociais. Atualmente, a página do Facebook alcançou a marca de 14 mil seguidores – um número importante para a nossa rede.

Facebook: 14 mil seguidores 

Twitter: 2840 seguidores

Esses números demonstram a importância da produção científica do INCT Observatório das Metrópoles, bem como sua influência no debate público quando o tema diz respeito ao planejamento urbano e gestão das metrópoles brasileiras.

Vamos divulgar os números no boletim da próxima semana. Pedimos que os coordenadores divulguem o resultado para as equipes e públicos dos núcleos regionais.

Segue o link para divulgar a ação.

Observatório das Metrópoles 

disponibiliza 70 livros para download

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A Rede INCT Observatório das Metrópoles disponibiliza mais de 70 livros para download com o objetivo de dar continuidade à sua política de difusão científica com o compartilhamento amplo e gratuito de toda a sua produção de conhecimento.

As publicações fazem parte da trajetória da rede de pesquisadores e seu compromisso com o desenvolvimento metropolitano brasileiro, especialmente os resultados do quinquênio 2009-2014 no qual o Observatório passou a integrar o Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT/CNPq/MCT&I). Os livros tratam de temas como dinâmicas de metropolização, organização social do território, desigualdade social e segregação urbana, megaeventos, governança urbana e cidadania.

O Observatório das Metrópoles constitui um grupo nacional de instituições que realiza Pesquisa em Rede, comparativa e multidisciplinar, sobre os impactos metropolitanos da mudança de modelo de desenvolvimento. Sob a coordenação geral do IPPUR/UFRJ, o Observatório reúne cerca de 115 pesquisadores principais integrantes de 50 instituições dos campos: universitário (54 programas de pós-graduação), governamental e não-governamental.

As instituições reunidas no Observatório das Metrópoles vêm pesquisando de maneira sistemática as 15 principais metrópoles brasileiras – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Recife, Salvador, Natal, Fortaleza, Belém, Brasília, Vitória, Baixada Santista e a aglomeração urbana de Maringá.

Desde 2009, o Observatório integra o Programa INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) e busca ser uma rede plurinstitucional e pluridisciplinar que procura aliar suas atividades de pesquisa e ensino com a missão social de realizar e promover atividades que possam influenciar as decisões dos atores que atuam no campo da política pública, tanto na esfera do governo, como da sociedade civil.

Ao longo da sua trajetória a Rede Observatório das Metrópoles já publicou cerca de 120 livros, resultado dos seus esforços para fortalecer os estudos metropolitanos e o e o debate sobre o papel das metrópoles brasileiras para o desenvolvimento nacional. Nos últimos anos a nossa rede vem reforçando sua política de difusão científica, compartilhando suas publicações em formato PDF ou E-BOOK para o público geral.

Agora a Rede INCT Observatório das Metrópoles oferece uma compilação de 70 livros para download gratuito – as publicações tratam de temas fundamentais para o planejamento e gestão dos grandes centros urbanos do Brasil – tais como dinâmicas de metropolização, organização social do território – políticas habitacionais, mobilidade urbana, saneamento básico; desigualdade social e segregação urbana – bem-estar urbano, desigualdades escolares e segregação residencial; megaeventos, governança urbana e cidadania.

Acesse no link a seguir a Lista dos 70 Livros do Observatório das Metrópoles

Awesome Infographic Shows Benefits of Sustainable Transport

Posted by Sustainable Cities Collective

A family travels by train in Germany. Photo by Edo Medicks/Flickr.

They say a picture is worth a thousand words. So what about an infographic?

Information graphics, or infographics, recently emerged as a highly popular and effective medium for visualizing and sharing information. According to visual.ly, a website that helps users tell their stories visually, an infographic is: data, sorted, arranged, and presented visually. In other words, an infographic is a visual image used to convey information.

Infographics are powerful. Why? Mark Smiciklas, a digital strategist and consultant, offers three simple explanations: Infographics are easy to digest, easy to share, and cool. Further, the range of information infographics can convey is literally infinite – infographics even come in handy to explain sustainable transport.

For today’s Friday Fun, here are a few great infographics courtesy of the Cities Collective, a partnership between Future Cape Town and Urban Times.

These infographics highlight the many co-benefits of sustainable transport – which are so numerous that when you focus on just one it’s easy to lose sight of the others. From increasing access to economic opportunities like jobs and markets, improving road safety, reducing traffic congestion and passenger travel time, mitigating vehicle emissions that contribute to climate change, and making our cities healthier and more livable, there’s a lot to keep in mind. The bottom line is that alternatives to private vehicles – like public transport, walking, and bicycling – can be safer, more effective, healthier for you and the environment, and fun. As a reader of TheCityFix, I bet you didn’t need an infographic to tell you that. Enjoy!

Inclusive and sustainable transport. Infographic by Asian Development Bank.

The many connections between transport and health. Infographic by NewPublicHealth.org/Robert Wood Johnson Foundation.

E-book “Recife: transformações na ordem urbana”

E-book “Recife: transformações na ordem urbana”

O INCT Observatório das Metrópoles promove o lançamento do e-book “RECIFE: transformações na ordem urbana (1980-2010)”. O estudo mostra que uma profunda inversão de conjuntura caracteriza o processo de mudança na metrópole do Recife nas últimas décadas. De estagnação e perda relativa de influência regional, nas décadas de 1980 e 1990, a região passa a vivenciar uma intensa dinamização econômica e promessa de reindustrialização, especialmente a partir de meados dos anos 2000. Contudo, permanece a condição de metrópole regional incompleta, periférica e desigual, que a caracteriza desde a sua constituição.

O e-book “RECIFE: transformações na ordem urbana” integra a Coleção “Metrópoles: Território, Coesão e Governança Democrática” e representa para a Rede Nacional Observatório das Metrópoles a última etapa do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). O objetivo do projeto é oferecer a análise mais completa sobre a evolução urbana brasileira, servindo assim de subsídio para a elaboração de políticas públicas nas grandes cidades e para o debate sobre o papel metropolitano no desenvolvimento nacional.

A coleção conta com 14 livros (em formato PDF e e-book) que analisam de forma comparativa as principais mudanças urbanas nas principais metrópoles do país, no período 1980-2010.

O Observatório já lançou cinco e-books da coleção e mais o site “Metrópoles: transformações urbanas” que funcionará como uma plataforma com todas as informações, notícias e os arquivos relativos aos livros.

BELO HORIZONTE: transformações na ordem urbana

CURITIBA: transformações na ordem urbana

PORTO ALEGRE: transformações na ordem urbana

SALVADOR: transformações na ordem urbana

VITÓRIA: transformações na ordem urbana

METRÓPOLES: transformações urbanas (SITE)

Resumo

Este livro discute as transformações na ordem urbana da Região Metropolitana do Recife, no período 1980-2010, à luz do debate atual sobre as metrópoles contemporâneas, visando um estudo comparativo das metrópoles brasileiras.

Destaca a profunda inversão de conjuntura por que passa a RM Recife, que, de estagnação e perda relativa de influência regional, nas décadas de 1980 e 1990, passa a vivenciar uma intensa dinamização econômica, especialmente a partir de meados dos anos 2000, com a implantação de grandes empreendimentos industriais e imobiliários em áreas distantes do polo. Processo este que não reverte a condição de metrópole regional incompleta, periférica e desigual, que define a metrópole do Recife desde a sua constituição.

Os 13 capítulos que constituem o livro retratam as principais mudanças e permanências que caracterizam esse processo, a partir de três perspectivas em que o livro se estrutura: o processo de metropolização; a dimensão socioespacial da exclusão/integração no contexto da região; e governança urbana, cidadania e gestão da metrópole do Recife.

Para download do e-book,  acesse os seguintes links:

“RECIFE: transformações na ordem urbana” (E-BOOK)

” RECIFE: transformações na ordem urbana” (PDF)

INSTRUÇÕES para leitura do e-book

Para leitura no computador, utilize:

 Adobe Digital Editions (para o sistema Windonws)

– Programas Calibre e Azardi (para o sistema Linux)

– EPUBReader (para Firefox)

– Plugin Readium (para o Crome)

Para Tablet:

– Programas Aldiko, Ibis Reader e FBReader (para o sistema Android)

E-book Belo Horizonte: transformações na ordem urbana (1980-2010)

E-book Belo Horizonte: transformações na ordem urbana (1980-2010)
 O INCT Observatório das Metrópoles promove o lançamento do e-book “BELO HORIZONTE: transformações na ordem urbana (1980-2010)”. A publicação aponta que a RMBH não passou por um processo de ruptura da sua estrutura produtiva nos últimos anos, reforçando a importância do complexo minerometalomecânico e do setor de serviços; além disso, verifica-se um processo de expulsão das populações de baixa renda da capital para as regiões mais periféricas; intensificação da mobilidade pendular e aumento dos níveis de integração dos municípios com a cidade de Belo Horizonte.

O e-book “BELO HORIZONTE: transformações na ordem urbana” integra a Coleção “Metrópoles: Território, Coesão e Governança Democrática” e representa para a Rede Nacional Observatório das Metrópoles a última etapa do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). O objetivo do projeto é oferecer a análise mais completa sobre a evolução urbana brasileira, servindo assim de subsídio para a elaboração de políticas públicas nas grandes cidades e para o debate sobre o papel metropolitano no desenvolvimento nacional.

A coleção conta com 14 livros (em formato PDF e e-book) que analisam de forma comparativa as principais mudanças urbanas nas principais metrópoles do país, no período 1980-2010.

O Observatório já lançou quatro e-books da coleção e mais o site “Metrópoles: transformações urbanas” que funcionará como uma plataforma com todas as informações, notícias e os arquivos relativos aos livros.

CURITIBA: transformações na ordem urbana

VITÓRIA: transformações na ordem urbana

PORTO ALEGRE: transformações na ordem urbana

SALVADOR: transformações na ordem urbana

METRÓPOLES: transformações urbanas (site)

Resumo

Este livro retrata as principais mudanças e permanências, desafios e perspectivas verificadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte nas últimas quatro décadas. Para tanto, analisa as transformações nas dinâmicas metropolitanas, quer as de natureza intrametropolitana, quer as que alimentam as relações desta região metropolitana com a rede urbana brasileira, procurando observar as transformações na configuração espacial da metrópole e suas tendências, à luz da base conceitual sobre a metrópole contemporânea.

O livro, com 14 capítulos, está estruturado em três partes: economia, demografia e processos socioespaciais; mobilidade urbana, moradia, família e educação; governança urbana, participação e representação.

Synopsis

This book pictures the main changes and endurances, challenges and perspectives verified in the Metropolitan Region of Belo Horizonte in the last four decades. Consequently, analyses the transformations in the metropolitan dynamics, the ones of the intra-metropolitan nature, or the ones that feed the relations of this metropolitan region with the Brazilian urban network, seeking to observe the transformations in the spatial configuration of the metropolis and its tendencies, with the conceptual basis about the contemporary metropolis. The book, with 14 chapters, is structured in three parts: economy, demography and socio-spatial processes; urban mobility, housing, family and education; urban governance, participation and representation.

Transformações urbanas em Belo Horizonte (1980-2010): mudanças e permanências

O e-book “BELO HORIZONTE: transformações na ordem urbana” apresenta mudanças e permanências na estrutura urbana da metrópole mineira, no período de 1980 a 2010. A seguir são apresentados alguns pontos de análise do livro.

ESTRUTURA PRODUTIVA E ECONOMIA

Segundo o professor Alexandre Diniz, a economia mineira e a da RMBH, em particular, vivem um período de crescimento econômico desde o início dos anos 2000. Neste contexto assiste-se a uma expansão do número de postos de trabalho formais e a elevação dos rendimentos do trabalho, fatores associados a baixas taxas de desemprego. No entanto, o impacto desses processos tem sido desigual no território e nos setores da economia.

“A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) não passou por um processo de ruptura em sua estrutura produtiva ao longo dos últimos anos, tendo o seu desenvolvimento recente reforçado a importância do complexo minerometalomecânico e do setor de serviços. Também merece destaque o vigoroso crescimento do número de empregos da construção civil, alavancado pela forte expansão do mercado imobiliário em curso desde o início dos anos 2000, que, por sua vez, também trouxe significativas implicações para os movimentos migratórios intrametropolitanos. Permanece a grande concentração dos postos formais de trabalho em Belo Horizonte e nos dois principais municípios do vetor oeste (eixo industrial) Betim e Contagem – tomados em conjunto abarcam 87% dos postos de trabalho formais da RMBH”, explica o professor.

O estudo mostra ainda que Contagem é o município que, na RMBH, foi identificado como a extensão do polo, dado o avanço do seu processo de metropolização. Esta forte concentração tem impactos importantes na dinâmica metropolitana, afetando de forma substantiva a mobilidade, além de reforçar a estrutura socioespacial, marcada pela forte polarização entre ricos e pobres. “Do ponto de vista da geração de empregos assiste-se a uma espécie de modernização conservadora. Conservadora, por ser marcada pela reprimarização da economia, pelo reforço do complexo minerometalomecânico, pela forte atuação do Estado na indução do desenvolvimento e pelo fato de a evolução do setor produtivo não ter gerado transformações sociais e econômicas substantivas. E modernizadora, pela expansão do setor automotivo e pelas novidades que se anunciam no vetor norte da RMBH”, argumenta Alexandre Diniz.

Assim, apesar das notórias melhorias no poder de compra do salário mínimo, acompanhadas de certa redução das desigualdades de renda, dados recentes indicam a permanência da polarização espacial, uma vez que as áreas mais vulneráveis permanecem no entorno da RMBH, a norte e nas áreas periféricas de Contagem e Betim, e sua extensão a oeste e noroeste, enquanto as áreas menos vulneráveis estão vinculadas às porções centrais de Belo Horizonte, Contagem e Betim, além de Nova Lima, que se localiza na extensão sul.

ESTRUTRUA SOCIOESPACIAL, FRAGMENTAÇÃO E DESIGUALDADES

O livro mostra que a estrutura socioespacial da RMBH manteve as características das décadas anteriores, com a permanência dos grupos sociais superiores fortemente concentrados nos espaços centrais do município-polo e sua extensão a sul. Os espaços periféricos, por sua vez, continuam a apresentar composição social predominantemente popular. Observa-se, ainda, o contínuo espraiamento dos grupos médios pelos espaços pericentrais de Belo Horizonte e a consolidação da mescla de grupos médios e operários no eixo industrial, juntamente com a consolidação dos espaços populares na periferia norte.

No entanto, projetos do governo estadual, que incluem investimentos em infraestrutura e logística, voltados para potencializar o desenvolvimento econômico do vetor norte da RMBH, com vistas a atrair e criar polos de alta tecnologia em aeronáutica, microeletrônica, semicondutores e saúde, podem resultar no aprofundamento da fragmentação socioespacial do território metropolitano, acirrando as desigualdades e a exclusão, reforçando processos históricos de concentração nas áreas centrais e ao longo dos principais eixos viários.

Essas transformações, por sua vez, têm feito com que a participação de Belo Horizonte no crescimento populacional da RMBH tenha diminuído de modo substantivo, fato que repercute em uma menor participação da população de Belo Horizonte no total da RMBH. O Censo de 2010 revela que pela primeira vez na história a população dos demais municípios da RM superou a população do município de Belo Horizonte. Ao longo das últimas décadas, Belo Horizonte tem apresentado trocas migratórias líquidas negativas com os demais municípios metropolitanos, com destaque para aqueles vinculados aos vetores Oeste (eixo industrial) e Norte Central. Tais processos estão diretamente vinculados à evolução do mercado imobiliário em Belo Horizonte, marcado por substantiva valorização, que acabou por expulsar segmentos de média e baixa renda.

MOBILIDADE PENDULAR

O e-book “Belo Horizonte: transformações na ordem ubana” aponta que os empregos continuam fortemente concentrados em Belo Horizonte e no eixo industrial (Contagem e Betim); em razão disso a migração intrametropolitana terminou por intensificar os movimentos pendulares casa-trabalho no contexto da RM. Nota-se que o vetor Oeste da RMBH (eixo industrial) apresenta-se como o mais dinâmico, constituindo-se tanto como origem, quanto como destino de grande número de viagens casa-trabalho. Em segundo plano, destaca-se o vetor norte-central (Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Vespasiano), composto por uma série de cidades dormitório, que operam muito mais como origem do que como destino para os movimentos casa-trabalho. Neste contexto, deve-se ressaltar que são exatamente esses os vetores que guardam níveis de integração mais fortes com a Região Metropolitana.

Em síntese, como determinantes da intensificação da mobilidade casa-trabalho, destacam-se a relativa desconcentração populacional, crescimento populacional diferencial nas periferias metropolitanas, melhoria nas condições socioeconômicas da população, maior oferta e acesso ao sistema de transportes e concentração das atividades econômicas e dos equipamentos públicos em Belo Horizonte e no eixo industrial clássico.

PROVISÃO DE MORADIA E MERCADO IMOBILIÁRIO

O estudo aponta ainda que houve substantiva expansão na oferta de moradias ao longo das últimas décadas, especialmente sob a forma de apartamentos, em todos os vetores da RM. Destaque-se, neste sentido, certa ruptura com a histórica vinculação dessa forma de moradia a espaços superiores e médio-superiores, passando a contemplar nos últimos anos espaços de tipo médio-operário e operário-popular.

Esse processo encontra-se também vinculado ao espraiamento das classes médias e superiores pelo espaço pericentral metropolitano. Em escala mais detalhada, destacam-se outros determinantes como os investimentos municipais em infraestrutura viária e de saneamento em bairros periféricos de Belo Horizonte, juntamente com mudanças na legislação urbanística, que ampliaram o potencial construtivo nessas áreas.

Também merece relevo a expansão territorial da produção empresarial de moradias, onde tiveram papel preponderante as construtoras MRV e TENDA, voltadas para a classe média baixa. Nesta junção, cabe ressaltar que tal expansão da produção habitacional para segmentos de renda mais baixa tem sido expressiva na RMBH antes mesmo da implantação do Programa Minha Casa Minha Vida.

No entanto, apesar da inequívoca expansão do mercado imobiliário nos setores médios, observou-se também o crescimento no número de moradias em aglomerados subnormais em toda a RMBH. No seu conjunto 11,6% dos novos domicílios foram construídos em aglomerados subnormais, sendo que em municípios como Belo Horizonte, Santa Luzia e Vespasiano essa proporção foi ainda maior.

Para download do e-book,  acesse os seguintes links:

“BELO HORIZONTE: transformações na ordem urbana” (E-BOOK)

“BELO HORIZONTE: transformações na ordem urbana” (PDF)

INSTRUÇÕES para leitura do e-book

Para leitura no computador, utilize:

– Adobe Digital Editions (para o sistema Windonws)

– Programas Calibre e Azardi (para o sistema Linux)

– EPUBReader (para Firefox)

– Plugin Readium (para o Crome)

Para Tablet:

– Programas Aldiko, Ibis Reader e FBReader (para o sistema Android)

Livro “Salvador: transformações urbanas”

Livro “Salvador: transformações urbanas”

A equipe do Núcleo Salvador do INCT Observatório das Metrópoles promoveu, no dia 23 de março, o lançamento local do livro “Salvador: transformações na ordem urbana”. O evento, realizado na Universidade Federal da Bahia (UFBA), contou com a participação do reitor da UFBA João Salles, e mais representantes do Ministério Público e Promotoria de Justiça da Bahia, e nomes importantes da Arquitetura e Urbanismo do estado. Segundo Gilberto Corso Pereira, a expectativa é que a publicação possa instrumentalizar movimentos sociais e planejadores urbanos no debate sobre o futuro da região metropolitana de Salvador.

O Seminário “Transformações Urbanas: a trajetória de Salvador”, organizado pelos professores Inaiá Moreira de Carvalho e Gilberto Corso Pereira (e mais a equipe do Núcleo Salvador do INCT Observatório das Metrópoles), teve como objetivo debater os rumos da metrópole da baiana à luz dos resultados do livro “Salvador: transformações na ordem urbana” que percorre o período 1980-2010, a partir de temas como metropolização, demografia, mercado de trabalho, mobilidade urbana, habitação, entre outros.

O evento contou com a presença de João Salles, Reitor da Universidade Federal da Bahia; a Procuradora de Justiça, Hortência Pinho; o antropólogo Ordep Serra; o arquiteto Paulo Ormindo de Azevedo (ex-presidente do IAB-BA); Ana Fernandes (FAU/UFBA); Naia Alban Suarez (FAUFBA); Luiz Antônio Cardoso (PPGAU); e Alvino Sanches (CRH). E mais os autores do livro, nomes como Ângela Maria de Carvalho Borges; Barbara-Christine Nentwig Silva; Claudia Monteiro Fernandes; José Ribeiro Soares Guimarães; Juan Pedro Moreno Delgado; Maina Pirajá Silva e Sylvio Bandeira de Mello e Silva.

Evento de lançamento do livro “Salvador: transformações na ordem urbana”

O arquiteto Paulo Ormindo de Azevedo

Mesa de debate sobre o livro

O livro “Salvador: transformações na ordem urbana” integra a Coleção “Metrópoles: Território, Coesão e Governança Democrática” e representa para a Rede Nacional Observatório das Metrópoles a etapa mais importante do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). O objetivo do projeto é oferecer a análise mais completa sobre a evolução urbana brasileira, servindo assim de subsídio para a elaboração de políticas públicas nas grandes cidades e para o debate sobre o papel metropolitano no desenvolvimento nacional.

A coleção conta com 14 livros (em formato PDF e e-book) que analisam de forma comparativa as principais mudanças urbanas nas principais metrópoles do país, no período 1980-2010.

Para informações sobre a coleção, acesse o site “Metrópoles: transformações urbanas”.

Metrópole de Salvador: pobre, periférica e marginal

Sobre os principais resultados do livro “Salvador: transformações na ordem urbana”, a professora Inaiá Moreira de Carvalho aponta, por exemplo, que em relação à estrutura produtiva e ao panorama ocupacional, a metrópole baiana continua pobre, segregada, com uma inserção periférica no quesito força de trabalho no país.

“É verdade que, a partir de 2004, o emprego tem crescido, com um avanço em termos de sua formalização. As taxas de desemprego caíram, o peso dos ocupados por conta própria e dos trabalhadores sem carteira assinada recuou, a remuneração dos trabalhadores experimentou certa recuperação, e a proporção de moradores pobres e indigentes também se reduziu. Mas, ainda assim, as referidas taxas ainda representam quase o dobro da média nacional, elevando-se ainda mais fora do núcleo metropolitano e entre as mulheres, os negros, os jovens e aqueles menos escolarizados”, argumenta Inaiá e completa:

“A maioria dos ocupados se encontra vinculado a atividades que não se destacam pela geração de postos de qualidade, como o comércio, os serviços tradicionais e a construção civil. A metrópole de Salvador se mantém como um espaço de baixas remunerações, com 70,9% dos trabalhadores percebendo até dois e apenas 10% acima de cinco salários mínimos. A precariedade ocupacional se mantém bastante expressiva na região, assim como os níveis de pobreza e de indigência da população”.

Já em relação à estrutura urbana, segundo o professor Gilberto Corso Pereira, a RM de Salvador vem sendo afetada, nos últimos anos, por mudanças que têm se mostrado comuns às grandes metrópoles e a outras cidades do Brasil e da América Latina. Entre essas mudanças, destacam-se: uma expansão para as bordas e para o periurbano, assim como o esvaziamento, a decadência ou a gentrificação de antigas áreas centrais; a edificação de equipamentos de grande impacto na estruturação do espaço urbano; e a difusão de novos padrões habitacionais e inversões imobiliárias destinadas aos grupos de alta e média renda, com a proliferação de condomínios verticais ou horizontais fechados, que ampliam a autossegregação dos ricos, a fragmentação e as desigualdades urbanas, assim como revelam uma afirmação crescente da lógica do capital na produção e reprodução das cidades.

“No seu conjunto, as mudanças e os processos vêm reproduzindo e reforçando os padrões de segregação e segmentação e as desigualdades que se conformaram historicamente na metrópole de Salvador”, explica Gilberto Corso e acrescenta:

“Vemos que a produção capitalista e empresarial da habitação é segmentada em termos sociais e espaciais, orientando-se, basicamente, para as camadas de maior renda. Dos antigos bairros de classe alta e média, comuns nas grandes cidades brasileiras, passou-se à produção atual de megacondomínios verticais e horizontais, com seus aparatos de separação e distanciamento, os quais, além de propiciar uma homogeneidade social, impedem a porosidade urbana e asseguram que qualquer mistura social só poderá acontecer fora de suas fronteiras”, explica.

Nesse sentido, as formas recentes de produção da moradia e do espaço urbano em Salvador mostram uma ampliação da fragmentação socioespacial da metrópole, agora se expressando na forma de enclaves de diversas naturezas que caracterizam o atual espaço construído.

Outro destaque do livro é o tema da mobilidade urbana. O capítulo VII “Organização Social do Território e Mobilidade Urbana” aponta que a metrópole de Salvador vive um colapso de mobilidade. “Os tempos de viagem estão se tornando cada vez maiores para quem transita em Salvador; isso acontece porque as políticas de transporte e mobilidade se voltam para o veículo individual e não para os pedestres e para o transporte público”, argumenta.

Segundo ainda Corso, a precária mobilidade urbana de Salvador penaliza todos os moradores, mas o faz especialmente para aqueles mais pobres e residentes em áreas periféricas, pois, enquanto os domicílios que são ponto de partida das viagens se dispersam espacialmente, a distribuição dos serviços e das oportunidades de trabalho está cada vez mais concentrada.

INSTRUÇÕES para leitura do e-book

Para leitura no computador, utilize:

– Adobe Digital Editions (para o sistema Windonws)

– Programas Calibre e Azardi (para o sistema Linux)

– EPUBReader (para Firefox)

– Plugin Readium (para o Crome)

Para Tablet:

– Programas AldikoIbis Reader e FBReader (para o sistema Android)

– Programas iBooksBluefire Reader e Stanza (para o sistema IOS).